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Multilaser, empresa de secretário de Tarcísio, é proibida de firmar contratos com o poder público

A Universidade Federal do Paraná entrou com proibição provisória, após a empresa do secretário de São Paulo atrasar a entrega de materiais; Multilaser nega

Renato Feder, secretário da Educação e do Esporte do Paraná. Foto: Divulgação/Secretaria da Educação e do Esporte do Paraná
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A Controladoria Geral da União tornou pública a suspensão temporária a empresa Multilaser de firmar contratos com o poder público, em razão dos atrasos na entrega de monitores para a Universidade Federal do Paraná (UFPR). A determinação dura 15 dias e acaba nesta terça-feira 15.

Renato Feder, secretário de Educação de São Paulo, é sócio-proprietário da Multilaser, com 28% das ações. Ele também está sendo investigado pelo Ministério Público por conflito de interesses, ao fechar contratos na secretaria com a própria empresa em que é acionista.

A sanção aconteceu através da inclusão da Multilaser no Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas (Ceis) no último dia 1º, conforme publicado no Diário Oficial da União.

A empresa afirma que os monitores comprados pela UFPR foram entregues em 12 de junho e que está recorrendo administrativamente contra a punição aplicada pela universidade.

“O Grupo Multi destaca que a sanção não partiu da CGU, mas de um servidor da UFPR. Vemos essa decisão como equivocada, pois os produtos foram entregues”, diz a nota enviada ao jornal O Estado de S.Paulo.

O secretário ainda afirma que deve criar um Comitê de Governança na secretaria para garantir a integridade das compras da pasta. 

“Em relação à entrega dos equipamentos para a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, é essencial ressaltar que todos os fornecedores da licitação devem finalizar as entregas até 31 de agosto”, afirma a Multilaser. “O Grupo Multi está comprometido em cumprir esse prazo conforme tratado. Assim sendo, uma vez que todos os prazos estão sendo respeitados conforme o combinado.”

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