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MPF pede que União seja responsabilizada por não cumprir promessa de cotas para pessoas trans no CNU

O órgão pede o pagamento de 5 milhões de reais em indenização, além de um pedido oficial de desculpas

MPF pede que União seja responsabilizada por não cumprir promessa de cotas para pessoas trans no CNU
MPF pede que União seja responsabilizada por não cumprir promessa de cotas para pessoas trans no CNU
Foto: Reprodução/Shutterstock
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O Ministério Público Federal acionou a Justiça para que a União seja condenada ao pagamento de 5 milhões de reais por dano moral coletivo pela ausência de cotas para pessoas trans no Concurso Público Nacional Unificado. A ação também pede que a União realize um ato público de desculpas direcionado à comunidade.

O pedido, segundo o órgão, foi motivado por uma promessa não cumprida pelo governo federal. O argumento é de que a atual gestão teria anunciado a reserva de 2% das vagas para pessoas transsexuais, mas não implementado a ação no edital final do Enem dos Concursos.

O MPF cita declarações do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e do próprio presidente Lula (PT) feitas antes do CNU para embasar o pedido.

Segundo o procurador Lucas Costa Almeida Dias, que assina a ação, as manifestações oficiais criaram expectativa legítima na população trans e travesti. Ele também considerou que o governo teve um comportamento contraditório, com violação ao princípio da boa-fé objetiva.

O pedido do MPF foi apresentado em forma de recurso contra uma decisão proferida na 2ª Vara Federal da Seção Judiciária do Acre, que rejeitou a ação civil pública proposta para responsabilizar a União.

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