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MP pede abertura de investigação após apagão de dados do Ministério do Meio Ambiente no governo Bolsonaro

Pasta era comandada por Ricardo Salles, atual deputado federal pelo PL

MP pede abertura de investigação após apagão de dados do Ministério do Meio Ambiente no governo Bolsonaro
MP pede abertura de investigação após apagão de dados do Ministério do Meio Ambiente no governo Bolsonaro
(Foto: Marcos Corrêa/PR)
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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu, nesta terça-feira 23, que a Corte investigue o apagão de dados do Ministério do Meio Ambiente durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 

A pasta, comandada pelo ex-ministro Ricardo Salles (PL), retirou do ar documentos públicos dos últimos 30 anos. O caso foi revelado pelo colunista Guilherme Amado, do site Metrópoles. 

Entre os documentos “extraviados” está um estudo de 2015, que previu fortes chuvas no Rio Grande do Sul e outras tragédias climáticas. A indicação é de que os danos poderiam ter sido amenizadas com a interferência do poder estatal. 

O Ministério, ao site, confirmou que diversos arquivos “ficaram extraviados” entre 2019 e 2022, durante a gestão bolsonarista, quando o site da pasta foi transferido de endereço. Parte do material, indica o comunicado, foi recuperado por analistas. Há, porém, arquivos desaparecidos.  

O pedido do MP junto ao TCU protocolado nesta terça cita violações constitucionais na ação da gestão bolsonarista ao promover a exclusão dos arquivos. O pedido é assinado pelo sub-procurador-geral Lucas Rocha Furtado.

“Flagrante atentado ao interesse público, com prejuízo não só à transparência devida pela administração pública e ao acesso à informação eventualmente valiosa para pesquisadores da área da preservação ambiental e para o controle social dos atos de gestão, mas sobretudo de atitude ilegal que gerou tragédias em razão de apagão de informações necessárias ao seu combate, inclusive à sua prevenção”, escreveu o subprocurador-geral no pedido.

Furtado cita, ainda, a falta de explicações formais para o extravio dos itens do Ministério do Meio Ambiente:  

“Informações que poderiam constituir importante auxílio para o planejamento de ações de proteção contra desastres naturais foram inexplicavelmente supridas das publicações do ministério”.

O TCU ainda não informou sobre o andamento do pedido. Integrantes da gestão bolsonarista ligados ao “apagão” não comentaram.

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