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MP Eleitoral quer impedir deputada que fez ‘blackface’ na Alesp de usar ‘Bolsonaro’ na urna

Procuradoria diz que uso do sobrenome pode confundir eleitores e provocar migração de votos. Fabiana Bolsonaro já havia sido impedida de usar termo em 2022

MP Eleitoral quer impedir deputada que fez ‘blackface’ na Alesp de usar ‘Bolsonaro’ na urna
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Reprodução/TV Alesp
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Eleições 2026

O Ministério Público Eleitoral defendeu que a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP), conhecida por realizar uma encenação de ‘blackface na Assembleia Legislativa de São Paulo, seja impedida de usar o sobrenome do ex-presidente Jair Bolsonaro nas urnas nas eleições deste ano. A manifestação foi apresentada na sexta-feira 7 pelo procurador regional Paulo Taubemblatt.

Fabiana, cujo nome civil é Fabiana de Lima Barroso Souza, não tem o sobrenome Bolsonaro e não é parente do ex-presidente, segundo os documentos apresentados no processo. Para o órgão, portanto, a escolha pode confundir o eleitor e fazer com que votos destinados a candidatos da família Bolsonaro acabem com a deputada.

“Trata-se, portanto, de nome de urna capaz de estabelecer dúvida quanto à identidade da candidata”, afirma Taubemblatt. O procurador também diz que o uso de “Bolsonaro” pode provocar “migração de votos e causar desequilíbrio no pleito”.

Não é a primeira vez que Fabiana tenta disputar uma eleição com o sobrenome. Há quatro anos, quando concorreu a uma vaga na Alesp, ela também escolheu “Fabiana Bolsonaro” como nome de urna. Na época, o TRE-SP barrou a escolha e permitiu que ela concorresse com o nome registrado civilmente. Nas urnas, ela acabou usando “Fabiana B.”.

O MP Eleitoral cita justamente essa decisão para sustentar o pedido deste ano. O parecer também menciona outros casos em que a Justiça Eleitoral impediu candidatos sem parentesco com a família Bolsonaro de usar o sobrenome nas urnas, entre eles um candidato chamado “Felipe Bolsonaro”, no Rio de Janeiro, em 2024.

A palavra final será da juíza Maria Cláudia Bedotti, relatora do processo no TRE paulista. O PL, partido pelo qual Fabiana concorrerá, tem sete dias para se manifestar. Depois, o caso deve ser levado a julgamento.

Fabiana Bolsonaro é alvo de investigações no Ministério Público Federal por conta do episódio de ‘blackface’ no plenário da Alesp. A encenação racista foi apresentada pela própria deputada como um “experimento social” que teve como pano de fundo a oposição à presidência da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) na Comissão da Mulher da Câmara dos Deputados.

O episódio levou o MPF a determinar a abertura de investigação pela Polícia Federal por suspeitas de racismo e transfobia.

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