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Mourão critica Moraes e não vê ‘clima para impeachment’ de Bolsonaro

Mourão critica Moraes e não vê ‘clima para impeachment’ de Bolsonaro

Vice-presidente evitou tratar das ameaças feitas durante o 7 de setembro e disse acreditar em um ‘distensionamento’ com diálogo

O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão. Foto: Bruno Batista/VPR

O presidente Jair Bolsonaro e o vice-presidente Hamilton Mourão. Foto: Bruno Batista/VPR

O vice-presidente Hamilton Mourão criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal, em especial as proferidas por Alexandre de Moraes, nesta quarta-feira 8. A declaração teve tom mais ameno que as de Jair Bolsonaro durante os discursos nos atos antidemocráticos do dia 7 de setembro. A crítica ao tribunal foi feita durante entrevista ao jornal O Globo.

“Juiz não pode conduzir inquérito. Eu acho que tudo se resolveria se o inquérito passasse para a mão da Procuradoria-Geral da República. E acabou. Isso aí ‘distensionaria’ todos os problemas”, criticou Mourão sem citar as ameaças do colega de chapa.

Ainda que a declaração do general tenha tom mais leve que a do mandatário, o discurso seguiu a mesma linha: desresponsabiliza Bolsonaro e atribui a Moraes a culpa pela crise entre os Poderes.

Mourão disse também acreditar que a tensão acabará com diálogo entre os envolvidos. Bolsonaro, no entanto, não se mostrou disposto a conversar e ampliou o tom dos ataques. Em um trecho do discurso, o presidente chegou a chamar o ministro de ‘canalha’ e disse que não irá mais seguir as decisões proferidas por ele.

Na entrevista, o vice-presidente também minimizou as chances de um processo de impeachment ser aberto no Congresso. Segundo afirmou, não há ‘clima para o impeachment do presidente, tanto na população como um todo, como dentro do próprio Congresso’.

“Acho que o nosso governo tem uma maioria confortável de mais de 200 deputados lá dentro. Não é a maioria para aprovar grandes projetos, mas capaz de impedir que algum processo prospere contra a pessoa do presidente”, analisou.

Para que um processo de impeachment seja aprovado é preciso que três quintos dos deputados votem a favor da proposta.

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