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Moraes reativa inquérito contra Geddel e pede provas à PF
A investigação, aberta em 2018, sofreu com as mudanças de entendimento sobre o foro privilegiado
O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes movimentou nesta quinta-feira 12 um inquérito aberto em 2018 contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima e seu irmão Lúcio Vieira Lima.
A investigação mira a suposta prática de lavagem de dinheiro por meio da simulação de um contrato de locação de maquinário agrícola destinado à fazenda da família, além da simulação de compra e venda de gado.
Em 2019, quando Geddel já não exercia mais um mandato, Moraes determinou o envio do caso à Justiça Federal do Distrito Federal, em linha com o entendimento do STF à época sobre o chamado foro privilegiado. Com a mudança promovida pela Corte em 2025 na extensão do foro, o ministro ordenou o retorno do processo à sua alçada.
Agora, Moraes mandou encaminhar os autos à Polícia Federal, que terá 30 dias para apresentar as provas cuja produção a Justiça do DF havia autorizado. Após receber as informações, o ministro abrirá um prazo de 15 dias para a Procuradoria-Geral da República se manifestar.
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