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Moraes manda PGR dizer se ainda deseja arquivar inquérito sobre interferência de Bolsonaro na PF

A manifestação anterior chegou ao STF na gestão de Augusto Aras e Lindôra Araújo

Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes. Foto: Antonio Augusto/TSE
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O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes mandou a Procuradoria-Geral da República informar se continua a defender o arquivamento de um inquérito aberto para apurar se o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) interferiu indevidamente na Polícia Federal.

Em setembro de 2022, a então vice-procuradora-geral da República Lindôra Araújo defendeu o fim da investigação. Ela era a segunda na linha de comando da PGR na gestão de Augusto Aras. Hoje, o chefe do Ministério Público Federal é Paulo Gonet.

“Abra-se vista dos autos à Procuradoria-Geral da República para eventual ratificação da proposta de arquivamento”, escreveu Moraes em 13 de maio. O despacho foi publicado pelo STF nesta sexta-feira 17.

A investigação nasceu de uma acusação do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, atualmente senador pelo União Brasil do Paraná. De saída do governo, Moro declarou, em abril de 2020, que Bolsonaro operava mudanças na diretoria da PF para evitar que investigações atingissem aliados próximos.

Para a antiga equipe da PGR, porém, havia “ausência de elementos mínimos de convicção capazes de justificar o oferecimento de denúncia, estando ausente a justa causa para a deflagração de ação penal”.

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