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Moraes decidirá se livra do arcabouço fiscal as receitas do Ministério Público

Paulo Gonet alega se tratar de um tema urgente e pede uma decisão cautelar

Moraes decidirá se livra do arcabouço fiscal as receitas do Ministério Público
Moraes decidirá se livra do arcabouço fiscal as receitas do Ministério Público
Gonet em sabatina na CCJ do Senado. PGR foi reconduzido ao cargo. Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu ao Supremo Tribunal Federal que as receitas obtidas pelo Ministério Público da União para custeio próprio sejam excluídas das amarras do arcabouço fiscal. O relator é o ministro Alexandre de Moraes.

Em 2025, o STF decidiu, por unanimidade, que o limite do teto de gastos não se aplica às receitas próprias de tribunais e órgãos do Judiciário. Ficam de fora das restrições os recursos provenientes do recolhimento de custas e emolumentos, multas e fundos especiais destinados ao custeio de atividades específicas da Justiça.

Agora, defende Gonet, deve haver uma equiparação com o MP. Ele afirma ser urgente o deferimento de uma medida cautelar “para viabilizar o emprego dos valores relativos às receitas próprias do Ministério Público da União ainda não despendidas no custeio de suas despesas já início do atual exercício financeiro”.

A decisão do Supremo no ano passado resultou de uma ação da Associação dos Magistrados do Brasil,  sob o argumento de que já estavam livres do arcabouço recursos próprios de órgãos como universidades federais, empresas públicas da União e instituições federais de educação.

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