CartaExpressa
Ministério resgata mais de 2,8 mil trabalhadores de condições análogas à escravidão
Neste ano, a maior parte dos resgastes ocorreu no Sudeste (1.043)
O Ministério do Trabalho e do Emprego anunciou nesta quinta-feira 30 já ter resgatado 2.847 trabalhadores de condições análogas à escravidão no Brasil. O pagamento de verbas salariais e rescisórias aos resgatados passa de 10,8 milhões de reais.
Segundo a pasta, o número parcial de resgates em 2023 é o maior em 14 anos. No caso das verbas rescisórias, trata-se de um recorde histórico. No ano passado, 2.587 trabalhadores foram resgatados, levando a um pagamento de 10,4 milhões de reais em indenizações trabalhistas.
Neste ano, a maior parte dos resgastes ocorreu no Sudeste (1.043), seguido por Centro-Oeste (720), Sul (475), Nodeste (450) e Norte (159). Entre os estados, os números mais altos estão em Goiás (640), Minas Gerais (571) e São Paulo (380).
O cultivo de café é o setor com a maior quantidade de resgatados (300), à frente do setor da cana-de-açúcar (258), que liderava os dados até junho.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
O xadrez de Lula
Por André Barrocal
Lula confirma que brasileiro está entre os reféns do Hamas
Por André Lucena
Lula elogia mediação do Catar para trégua em Gaza
Por CartaCapital


