CartaExpressa

Ministério da Saúde comprou apenas metade das vacinas que foram anunciadas

A pasta anunciou a compra de 560 milhões de doses, mas só tem até o momento 280 milhões

Ministério da Saúde comprou apenas metade das vacinas que foram anunciadas
Ministério da Saúde comprou apenas metade das vacinas que foram anunciadas
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
Apoie Siga-nos no

O Ministério da Saúde mentiu sobre número de doses de vacinas contra a Covid-19 compradas até o momento.  As propagandas oficiais da pasta dizem que foram contratadas 560 milhões de doses. Ao responder a um questionamento oficial formulado pelo Congresso, porém, a pasta informou que o número contratado é a metade disso: 280 milhões de doses. A informação é do Estadão.

As informações chegaram ao Congresso na segunda-feira 3 em resposta a um requerimento de informações do deputado Gustavo Fruet (PDT-PR).

Além das propagandas oficiais, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, também usou o número. “O governo federal já tem contratados mais de 560 milhões de doses de vacina”, disse ele, após reunião do comitê de combate à Covid, que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário.

Na resposta, a área técnica do Ministério informou que já havia 281.023.470 doses contratadas e disse que 281.889.400 estão “em fase de negociação”.

Já com as propagandas, a pasta gastou  1,1 milhão de reais para divulgar na TV “publicidade que ressalta o compromisso do governo federal em vacinar toda a população”.

No dia 25, o Ministério fez sete inserções sobre o tema nas TVs Globo, Record, SBT, Band e RedeTV.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo