CartaExpressa

Marta se zangou comigo porque queria que eu fosse candidato em 2014, diz Lula

Em janeiro, o presidente afirmou ter certeza de que venceria a eleição de 10 anos atrás

Marta se zangou comigo porque queria que eu fosse candidato em 2014, diz Lula
Marta se zangou comigo porque queria que eu fosse candidato em 2014, diz Lula
Guilherme Boulos, Marta Suplicy e Lula em ato em São Paulo, em 2 de fevereiro de 2024. Foto: Nelson Almeida/AFP
Apoie Siga-nos no

O presidente Lula afirmou que a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy se irritou quando ele não aceitou ser candidato à Presidência da República em 2014. Naquele ano, Dilma Rousseff (PT) buscou e conquistou sua reeleição.

A declaração foi concedida em São Paulo, na cerimônia que marcou a volta de Marta ao PT, partido ao qual ela esteve filiada por 33 anos, até 2015. Ela será a vice na chapa encabeçada por Guilherme Boulos (PSOL) para disputar a prefeitura da capital paulista em outubro.

“Você continua no PT. Por isso é que foi importante trazer você de volta. Você deu muito para este partido. O PT cometeu erros, nem todo mundo é obrigado a suportar a quantidade de erros que a gente comete. E você, em algum momento, ficou zangada”, disse Lula.

“A Marta ficou puta comigo, porque queria eu fosse candidato a presidente em 2014. Falava: ‘se você não for, a gente vai perder’. E eu falava: ‘eu não posso ser, porque a Dilma tem o direito de ser candidata à reeleição.'”

Em 18 de janeiro, durante um evento em Pernambuco, Lula declarou ter certeza de que venceria a eleição em 2014. “Mas era direito da companheira Dilma ter a reeleição ”, ponderou o petista. “E, a partir daí, começou o processo de destruição do que tínhamos construído.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo