CartaExpressa
Lula: Teremos o impeachment ou a interdição de Bolsonaro
O petista ainda afirmou que ‘voto impresso é uma justificativa de quem não tem o que dizer para o povo’
O ex-presidente Lula rebateu nesta terça-feira a insistência do presidente Jair Bolsonaro em insinuar que, sem voto impresso, vá ocorrer fraude nas eleições de 2022. Em entrevista à rádio Jovem Pan de Sergipe, o petista afirmou que “voto impresso é uma justificativa de quem não tem o que dizer para o povo”.
“O Bolsonaro ao invés de ficar falando bobagem de voto impresso, deveria falar como vai gerar emprego, como vai fazer pra colocar comida na mesa do povo”, disse.
“Agora, o Bolsonaro fica dizendo que se for derrotado nas eleições não vai entregar a faixa. Bolsonaro, pare de ser chucro. Pare de ser estúpido. Ninguém quer receber a faixa de você. Pode deixar que o povo vai empossar o presidente eleito em 2022. E não será você”, acrescentou.
Na conversa, Lula elogiou o trabalho da CPI da Covid e disse acreditar que, em breve, “teremos um veredito: ou impeachment ou interdição”.
“Que a gente possa continuar demonstrando ao povo brasileiro todas as provas necessárias que o crime teve responsável, que foi o governo brasileiro”, declarou.
O petista ainda comentou a possibilidade de surgir uma terceira via, que desbanque a sua candidatura ou a de Bolsonaro no pleito do ano que vem.
“A terceira via é uma invenção dos partidos que não têm candidato. Falam em polarização, [mas] o que tem de um lado é democracia e do outro é fascismo. Quem está sem chance usa de desculpa a tal da terceira via. Seria importante que todos os partidos lançassem candidato e testassem sua força”, afirmou.
O ex-presidente criticou a discussão de instaurar o semipresidencialismo no País.
“Semipresidencialismo é outro golpe pra tentar evitar que nós possamos ganhar as eleições. Não dá pra brincar de reforma política, isso é coisa que tem que ser discutida com muita seriedade”.
Assista a entrevista:
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.



