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Lula lamenta ‘problema político’ criado por indicação de Messias, mas sai em defesa do escolhido: ‘Qualificado’
O presidente alega ter cumprido seu papel institucional ao escolher o AGU para ser ministro do Supremo
O presidente Lula (PT) lamentou, nesta quarta-feira 3, a instalação de uma crise política no relacionamento com o Congresso Nacional após a indicação de Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. A declaração foi dada em entrevista ao canal Verdes Mares, que representa a Globo em Fortaleza.
O escolhido, por lei, precisa ser sabatinado e aprovado pelo Senado Federal, mas sofre forte resistência liderada por Davi Alcolumbre (União-AP), presidente da Casa Alta. O senador tinha preferência por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para a vaga e não esconde a insatisfação por não ter sido atendido. Na terça-feira 2, Alcolumbre anunciou o adiamento da sabatina de Messias com duras críticas ao governo Lula pelo atraso na entrega da mensagem sobre o escolhido. A formalidade é etapa obrigatória no rito para a vaga.
Para Lula, porém, não há explicações para o ‘problema político’ criado pelo senador em torno do tema. “Eu sinceramente não entendo porque da polêmica. […] Eu simplesmente escolho uma pessoa, mando para o Senado e o Senado faz um julgamento para saber se essa pessoa está qualificada ou não”, disse. “Eu não sei porque foi transformado em um problema político dessa monta”, insistiu.
Apesar do lamento, Lula disse entender ter cumprido seu papel institucional ao selecionar alguém qualificado para a vaga. “Mandei um nome que eu entendo que tem qualificação profissional para ser ministro da Suprema Corte”, defendeu. “E qualificação comprovada”, reforçou em defesa de Messias.
A expectativa é de que Lula procure Alcolumbre assim que retornar a Brasília para tentar aparar as arestas. “Eu espero que [o problema político] seja resolvido”, disse Lula ao alegar estar “tranquilo” com a situação.
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