CartaExpressa
Lula extingue gabinete de Bolsonaro no Rio de Janeiro; local custou R$ 2,3 milhões e nunca foi usado
Estrutura abrigou sete servidores e foi montado a pedido de Bolsonaro, que terminou o mandato sem pisar no local
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) extinguiu um gabinete regional criado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Rio de Janeiro. Segundo informações do jornal O Globo, reveladas apenas nesta segunda-feira 29, a extinção ocorreu ainda no dia 24 de janeiro deste ano.
O escritório, criado no segundo dia do então governo Bolsonaro, consumiu cerca de 2,3 milhões de reais em salários para os servidores, mas nunca foi usado por Bolsonaro, de acordo com a publicação.
A estrutura ficava localizada no Palácio da Fazenda, no Centro do Rio de Janeiro e foi cedida pelo Ministério da Economia. Nenhuma ida de Bolsonaro ao local foi registrada na agenda oficial do ex-presidente.
Em maio do ano passado, o antigo governo colocou em sigilo as informações sobre funcionários lotados no gabinete. Através de um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), o jornal detectou que, durante os quatro anos de funcionamento, o escritório contou com sete servidores.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Os requerimentos do PT para enquadrar Bolsonaro na CPMI do 8 de Janeiro
Por André Lucena
Com apoio de Damares, governo Bolsonaro pagou missionários religiosos em terra Yanomami
Por Agência Pública
Bolsonaro provocou calote bilionário na Caixa para tentar vencer as eleições, diz site
Por CartaCapital
Defesa de Bolsonaro prevê gastos de até 2 milhões com ações judiciais e estuda vaquinha online
Por CartaCapital



