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Lava Jato queria prender ministros do Supremo, diz hacker

Afirmação é de Walter Delgatti Neto, responsável por acessar mensagens trocadas entre a força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro

Lava Jato queria prender ministros do Supremo, diz hacker
Lava Jato queria prender ministros do Supremo, diz hacker
Walter Delgatti Neto, o hacker que invadiu o Telegram da Lava Jato. Foto: Reprodução
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Em entrevista à CNN Brasil, o hacker Walter Delgatti Neto, responsável por acessar mensagens trocadas entre procuradores força-tarefa da Lava Jato e o ex-juiz Sergio Moro, afirmou que a “Lava Jato” gostaria de prender ministros do Supremo Tribunal Federal.

 

O material foi ao ar no domingo 20. Em resposta a uma pergunta do repórter Caio Junqueira, Delgatti afirmou. “Eles queriam. Eu não acho, eles queriam. Inclusive Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Eles tentavam de tudo pra conseguir chegar ao Gilmar Mendes e ao Toffoli, eles tentaram falar que o Toffoli tentou reformar o apartamento e queria que a OAS delatasse o Toffoli, eles quebraram o sigilo do Gilmar Mendes na Suíça, do cartão de crédito, da conta bancária dele, eles odiavam o Gilmar Mendes, falavam mal do Gilmar Mendes o tempo todo.

Ainda na entrevista, Delgatti detalhou a proximidade entre alguns ministros e os responsáveis pela operação.

“O [ministro do STF Luís Roberto] Barroso, eles tinham um laço bem próximo. O Barroso e o Deltan [Dallagnol, ex-procurador da Lava Jato] conversavam bastante, (sobre) vida pessoal. Inclusive o Barroso, em conversas, auxiliava o que colocar na peça, o que falar. Um juiz auxiliando, também, o que deveria fazer um procurador.”

[ATUALIZAÇÃO: Em nota, a assessoria de Luís Barroso nega as afirmações de Delgatti em relação ao ministro: “O ministro Luís Roberto Barroso nunca teve o aplicativo ‘Telegram’ e, consequentemente, jamais conversou com alguém utilizando essa plataforma. O Ministro jamais prestou qualquer auxílio a procurador da Lava Jato sobre o que colocar em alguma peça. Mais que isso, ele nunca sequer conversou com qualquer procurador da Lava Jato sobre mérito de processos da competência deles. Trata-se de informação falsa.”]

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