CartaExpressa
Lava Jato: A nova decisão de Toffoli que beneficia ex-presidente do Panamá
O caso envolve o uso de provas imprestáveis do acordo de leniência da Odebrecht
O ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli anulou o uso de provas obtidas no acordo de leniência da Odebrecht, no âmbito da Lava Jato, em mais uma ação penal contra o ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli Berrocal.
Em março de 2024, Toffoli já havia declarado inválidos esses elementos oriundos dos sistemas Drousys e My Web Day B, usados no acordo da empreiteira com a operação, em um processo ao qual Berrocal respondia em seu país por lavagem de dinheiro.
Na nova decisão, assinada em 17 de abril, o ministro afirma que o ex-presidente ainda é alvo de uma ação baseada em provas já declaradas imprestáveis pelo Supremo. A ordem de Toffoli se aplica ao “ordenamento jurídico brasileiro”. Assim, proíbe autoridades brasileiras de executar quaisquer atos instrutórios ou de cooperação com o governo do Panamá envolvendo essas provas.
Toffoli mandou encaminhar uma cópia de seu despacho ao Ministério da Justiça, responsável por atos de cooperação internacional em matéria criminal.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Gilmar retoma crítica à Lava Jato ao contestar razões de Mendonça para prender Vorcaro
Por CartaCapital
Lava Jato, parte II
Por Luis Nassif
Toffoli livra a Transparência Internacional de investigação sobre conduta na Lava Jato
Por CartaCapital



