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Kássio relatará ações no TSE sobre dinheiro de Vorcaro para filme de Bolsonaro
A Corte recebeu pelo menos três representações sobre o caso ‘Dark Horse’
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, será o responsável por analisar três representações sobre o caso do filme Dark Horse, financiado com recursos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O filme, em tom de propaganda, conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Kássio foi sorteado relator desses processos após decidir, em maio, que o presidente e os ministros André Mendonça e Estela Aranha serão os responsáveis pelas ações sobre propaganda eleitoral.
Um dos casos diz respeito à contestação apresentada pelo PL contra a pesquisa do instituto AtlasIntel divulgada em 19 de maio. De acordo com a legenda, um dos questionários do levantamento teria influenciado entrevistados ao incluir a reprodução do áudio de uma conversa entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Vorcaro. Em entrevista a CartaCapital, o analista do instituto Yuri Sanches afirmou que os alegações são falsas.
Em outra representação, o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), em parceria com o Grupo Prerrogativas, pediu à Corte que barrasse a exibição da cinebiografia de Bolsonaro sob o argumento de que a obra “poderia funcionar como campanha paralela em favor de um grupo político”. O outro processo, encabeçado por Arlindo Chinaglia (PT-SP), defende uma investigação sobre possível abuso de poder econômico e político no financiamento de Dark Horse.
O trailer do filme foi divulgado no mesmo dia em que Correia acionou o tribunal. O lançamento ocorreu após o Intercept Brasil revelar que a produção contou com um financiamento de ao menos 61 milhões de reais do dono do Master.
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