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Justiça não vê maus-tratos e arquiva investigação sobre a morte do cão Joca
O cachorro morreu após ser levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) a Fortaleza (CE) e não para Sinop (MT), onde seu tutor o aguardava
A Justiça de São Paulo decidiu arquivar o processo policial que apura o caso do cão Joca, morto durante uma viagem aérea da companhia Gol em abril deste ano. A defesa tem 30 dias para recorrer.
O pedido do arquivamento partiu do Ministério Público do estado, com a justificativa de que não há elementos suficientes para o oferecimento de denúncia de maus-tratos. As informações são do portal g1.
“Se vê nos autos uma sucessão de condutas culposas, advindas de negligência e imprudência, praticadas por funcionários da companhia. Ainda, não há elementos aptos a demonstrar a ocorrência de maus-tratos e sofrimento do cão Joca em razão desta circunstância”, disse o juiz Gilberto Azevedo de Moraes Costa.
Questionada por CartaCapital, a defesa de João Fantazzini, tutor de Joca, afirmou que ainda não foi intimada sobre o arquivamento, mas que pretende recorrer da decisão.
O cachorro deveria ter sido levado do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) a Sinop (MT), onde seu tutor o aguardava, mas foi parar em Fortaleza (CE). Após a constatação do erro, o animal foi enviado de volta a Guarulhos, mas chegou morto ao aeroporto.
Em nota divulgada após o episódio, a Gol se solidarizou e lamentou a perda do animal e anunciou a suspensão da venda do serviço de transporte de animais.
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