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Justiça mantém a prisão de sargento da Marinha que matou vizinho negro no Rio
O militar alega ter agido em legítima defesa; a viúva da vítima, porém, afirma que houve racismo
A juíza Juliana Grilo-El Jaick, do 4º Tribunal do Júri de São Gonçalo (RJ), manteve nesta segunda-feira 4 a prisão do sargento da Marinha Aurélio Alves Bezerra, acusado de matar em 2 de fevereiro o vizinho negro Durval Teófilo Filho, em São Gonçalo. A informação é do jornal O Globo.
Imagens das câmeras de segurança do condomínio captaram o momento em que o sargento disparou três tiros contra o vizinho. Naquele momento, a vítima procurava as chaves do portão em uma mochila.
O militar alega ter agido em legítima defesa ao confundir o vizinho com um bandido. A viúva de Durval, Luziane Ferreira Teófilo, porém, afirma que Aurélio atirou no marido dela por racismo. Antes da sessão desta segunda, Luziane esteve frente a frente com o sargento.
“Eu sou a voz do Durval. O racismo não pode continuar impune. Toda a minha força será para trazer Justiça e cuidar da nossa filha. Não tem como não ficar revoltada com a morte do Durval. Desde os 18 anos, quando começamos a namorar, já sabíamos que nunca iríamos nos separar. Ele (Aurélio) calou o homem da minha vida, mas não vai me calar”, disse Luziane ao jornal Extra.
De acordo O Globo, a juíza Juliana El-Jaick ainda decidirá se Aurélio será julgado por júri popular.
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