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Itamaraty não se refere à tomada do poder por militares em Mianmar como golpe
O Ministério garante acompanhar ‘atentamente os desdobramentos da decretação do estado de emergência’
Em nota publicada nesta terça-feira 2, o Itamaraty, comandado pelo ministro Ernesto Araújo, não chamou de golpe de Estado a tomada do poder em Mianmar pelos militares, nem citou a prisão de opositores pela junta militar. Entre os detidos está Aung San Suu Kyi, vencedora do Nobel da Paz e líder civil do país.
No texto, o Ministério das Relações Exteriores garante acompanhar “atentamente os desdobramentos da decretação do estado de emergência em Mianmar” e declara a expectativa de “um rápido retorno do país à normalidade democrática e de preservação do estado de direito.”
Diz ainda a nota: “A embaixada em Yangon informa que a pequena comunidade brasileira se encontra bem, em segurança e recomenda que todos permaneçam em casa, evitem aglomerações ou deslocamentos desnecessários”.
Nas primeiras horas desta segunda-feira 1, o Exército de Mianmar prendeu Suu Kyi e o presidente Win Myint e declarou estado de exceção por um ano, além de colocar generais em cargos-chave.
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