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Homenagem a Marielle é vandalizada com saudação a Borba Gato

Homenagem a Marielle é vandalizada com saudação a Borba Gato

Monumento de Carlos Marighella também foi pichado com tinta vermelha

Imagem de Marielle Franco é vandalizada em São Paulo. Foto: Reprodução

Imagem de Marielle Franco é vandalizada em São Paulo. Foto: Reprodução

Uma ilustração com o rosto de Marielle Franco no Escadão de Vila Madalena, em São Paulo, amanheceu vandalizada, nesta sexta-feira 30, com uma homenagem ao bandeirante escravista Borba Gato. Um monumento do escritor Carlos Marighella, no local onde ele foi morto a tiros, também foi pichado com tinta vermelha fresca.

Procurada, a Secretaria de Segurança Pública ainda não forneceu esclarecimentos.

As fotos circulam nas redes sociais dias após militantes do coletivo Revolução Periférica atearam fogo em uma estátua de Borba Gato, em 24 de julho, como forma de protesto contra o tráfico e o genocídio de pessoas negras e indígenas, crimes praticados pelo bandeirante, que viveu entre 1649 e 1718.

A manifestação contra Borba Gato resultou na prisão do entregador de aplicativos Paulo Roberto da Silva Lima, o “Galo”, que admitiu ter estado presente. Sua esposa Géssica, que não foi ao ato, também foi detida. Eles foram presos no âmbito de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, que apura o caso.

 

Monumento a Marighella apareceu com tinta vermelha. Foto: Reprodução

 

Vereadora quer plebiscito sobre o destino de estátua

Um projeto de lei, apresentado nesta sexta pela vereadora Silvia Ferraro (PSOL-SP), propõe que a Câmara Municipal convoque um plebiscito que decida um destino para a estátua de Borba Gato, situada na praça Augusto Tortorelo de Araújo, distrito de Santo Amaro. Entre as alternativas, estaria a manutenção da obra no local ou a sua transferência para um museu.

Como justificativa, a parlamentar argumenta que o papel histórico dos bandeirantes tem sido cada vez mais questionado por pesquisadores e movimentos sociais. O monumento já foi alvo não só de críticas públicas, diz o texto, mas também de intervenções artísticas e políticas de repúdio.

“Propomos através deste projeto de decreto legislativo a realização de um plebiscito para que os munícipes deem sua opinião e participem de decisão tão importante para a cidade”, escreveu.

 

Borba Gato, bandeirante ligado ao tráfico de pessoas, tem estátua queimada em São Paulo. Foto: Reprodução/Jornalistas Livres

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Repórter do site de CartaCapital

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