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Grupo do PCC que planejava ataques tinha acesso a sistemas da segurança pública, diz PF
O relatório enviado à Justiça apresenta o registro de um diálogo mantido pelos criminosos em um aplicativo de mensagens
O grupo ligado ao PCC que planejava ataques contra autoridades e servidores públicos tinha acesso a um sistema de monitoramento por câmeras. A informação consta do relatório encaminhado pela Polícia Federal à Justiça antes de deflagrar, na última quarta-feira 22, a Operação Sequaz.
Entre os potenciais alvos estavam o ex-juiz e senador Sergio Moro (União-PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakyia, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de Presidente Prudente, interior de São Paulo.
O relatório apresenta o registro de um diálogo mantido pelos criminosos em um aplicativo de mensagens. “Parceiro, precisava saber onde esse carro andou de sábado até hoje”, escreveu um homem. Ele anexou uma foto com a placa de uma viatura policial do estado de São Paulo. “Consegue dar uma força para mim? Pra ver no Detecta lá.”
O sistema Detecta é uma plataforma do governo de São Paulo que permite a troca de informações, o compartilhamento de imagens e a cooperação dos órgãos públicos.
“Temos indicativo claro de que os investigados têm acesso a dados que deveriam ser sigilosos, o que permite a eles agir com desenvoltura na prática de crimes, pois conseguem identificar veículos das forças de segurança”, anotou a PF após a imagem.
Na quarta-feira, a PF prendeu nove pessoas suspeitas de planejar os ataques. Ao todo, a corporação foi às ruas para cumprir quatro mandados de prisão temporária, sete de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul e Rondônia. A operação foi autorizada pela juíza Gabriela Hardt, da 9ª Vara Federal de Curitiba.
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