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Governador do Rio debocha de mortos na chacina do Salgueiro: ‘Coisa boa não estavam fazendo’

Cláudio Castro comentou o caso ao entregar o projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil à Assembleia Legislativa do Rio

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Foto: Carlos Magno
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Foto: Carlos Magno

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, debochou dos mortos na chacina do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, durante operação da Polícia Militar no último final de semana. Ele comentou o caso ao entregar o projeto da Lei Orgânica da Polícia Civil à Assembleia Legislativa do Rio na quinta-feira 25.

Laudos de perícias realizadas nos corpos dos nove mortos indicam diversas lesões causadas por projéteis de alta energia, como fuzil, em vários lugares dos corpos, entre os quais olhos e costas. Os exames também apontaram para crânios fraturados. As análises, de responsabilidade do Instituto Médico Legal, foram publicadas pelo site G1.

“Gente, aqui ninguém é criança. Ninguém vai camuflado para o mangue trocar tiro com a polícia de airsfoft... Se foi completamente vestido camuflado trocar tiro com a polícia no mangue, certamente coisa boa não estava fazendo”, disse Castro.

A Polícia Civil identificou os mortos. São eles:

  • Kauã Brenner Gonçalves Miranda – 17 anos
  • Rafael Menezes Alves – 28 anos
  • Carlos Eduardo Curado de Almeida – 31 anos
  • Jhonata Klando Pacheco Sodré – 28 anos
  • Élio Da Silva Araújo – 52 anos
  • Ítalo George Barbosa de Souza Gouvêa Rossi – 33 anos
  • Douglas Vinícius Medeiros da Silva – 27 anos
  • David Wilson Oliveira – 23 anos
  • Igor da Costa Coutinho – 24 anos

Na última segunda-feira 22, o Ministério Público do Rio instaurou um procedimento criminal para investigar a ação realizada pela PM. A apuração mira violações de direitos durante a operação.

O confronto na região, segundo a PM, começou na madrugada do sábado 20, quando o sargento Leandro Rumbelsperger da Silva, de 38 anos, foi atacado a tiros por criminosos durante um patrulhamento em Itaúna, bairro vizinho às Palmeiras e também parte do Complexo do Salgueiro. Leandro morreu no hospital. O Batalhão de Operações Especiais foi mobilizado e a operação teve como desfecho as nove mortes no mangue.

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