CartaExpressa
Frei Betto e Católicas pelo Direito de Decidir: ‘Voltamos à Inquisição?’
Grupo foi proibido de usar o termo ‘católicas’ após decisão da Justiça
A proibição pela Justiça de que um grupo de militantes pró-aborto chamado Católicas pelo Direito de Decidir utilizasse o termo ‘católicas’ no nome gerou incredulidade na sociedade civil. Para Frei Betto, uma das vozes da Igreja mais conhecidas no Brasil, a situação suscitou uma dúvida: ‘voltamos à Inquisição?’
Frei Betto escreveu, em uma coluna para o jornal Folha de S. Paulo, que o grupo defende a lei brasileira, na medida que o aborto é legal em casos de estupro, anencefalia do feto e risco de vida para a gestante. Mas vai além: quem deve se sentir no direito de determinar se uma pessoa é um católico ‘de verdade’ ou não? A lei? A instituição da Igreja? Nenhum dos dois?
“Estamos de volta à Inquisição, quando os direitos civil e religioso se confundiam? Ou o TJ-SP pretende imitar os tribunais nazistas por condenarem quem se assumia como judeu? Os desembargadores de São Paulo podem, sim, punir quem não cumpre a lei, mas exorbitam de suas funções ao prescrever quem é digno ou não de se considerar adepto de determinada confissão religiosa.”, escreveu.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


