CartaExpressa
Forças Armadas realizam exercício militar em Goiás com tropas dos EUA e da China
A Operação Formosa utiliza munição real e, neste ano, conta com a participação de mais de 3 mil militares; presença simultânea de agentes dos dois países ‘rivais’ é inédita
As tropas do Exército, da Marinha e da Força Aérea brasileira realizam, desde o início do mês, um exercício operacional com militares de mais de dez países. Entre eles, estão agentes da China e dos Estados Unidos.
A operação é conhecida como “Formosa”, em razão da cidade em que é realizada – Formosa, em Goiás. Desde o último dia 4, mais de três mil militares participam do exercício, que vai até o dia 17.
Entre os participantes, estão 63 fuzileiros navais norte-americanos e 32 chineses. É a primeira vez que militares dos dois países realizam, juntos, uma operação militar no Brasil.
A presença de norte-americanos e chineses não é a única novidade. Essa também é a primeira vez que mulheres participam da operação como combatentes. Recentemente, por exemplo, o governo Lula (PT) publicou uma normativa que criou o alistamento militar feminino no Brasil.
Além da presença de militares dos países citados, participam da operação militares da África do Sul, França, Itália, México, Nigéria, Paquistão e República do Congo.
A Operação Formosa é um tradicional exercício de treinamento das Forças Armadas. Ela acontece desde o final dos anos 1980 e é conhecida, por exemplo, pelo uso de munição real.
O exercício serve para integrar as três forças nacionais e para compartilhar técnicas com militares de outros países.
Neste ano, a Operação Formosa é coordenada pela Marinha, de modo que o exercício visa simular uma operação anfíbia – ou seja, uma ação militar lançada a partir do mar. Na edição de 2024, a operação utiliza veículos do Corpo de Fuzileiros Navais, além de caças, helicópteros e carros anfíbios da Força Naval.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
‘Mais hábil de todos os ministros da Defesa’, diz Lula a Múcio em assinatura de alistamento feminino voluntário
Por André Lucena
Governo federal publica regras para o alistamento militar feminino voluntário
Por CartaCapital


