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‘Foram menos doidos do que a gente esperava’, diz deputado sobre atos do 7 de Setembro

‘Foram menos doidos do que a gente esperava’, diz deputado sobre atos do 7 de Setembro

Parlamentares que fazem oposição a Bolsonaro minimizam as manifestações e reforçam a necessidade de impeachment após novas ameaças

Manifestação no Rio de Janeiro. Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

Manifestação no Rio de Janeiro. Foto: MAURO PIMENTEL / AFP

Deputados que fazem oposição ao presidente Jair Bolsonaro avaliam que as manifestações a favor do governo neste 7 de Setembro foram menores do que o esperado.

Embora haja divergência quanto ao número de apoiadores presentes em Brasília – as projeções vão de 40 mil a 150 mil pessoas – , parlamentares contrários ao chefe do Executivo afirmaram que os atos não foram intimidadores. Houve ato também no Rio de Janeiro, na orla de Copabacana.

“Pelas manifestações até agora, foram menos doidos do que a gente esperava. Nas nossas contas, são pelo menos 15% a 18% de malucos e não foram todos para rua. Bolsonaro imaginava que esses que foram para a rua iriam quebrar tudo em Brasília, mas a manifestação acabou e não quebraram nada. Ou seja, estão com medo também”, declarou o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

“De qualquer forma, as manifestações são um jeito do Bolsonaro manter a sua base unida para ter a possibilidade de ir para o segundo turno. Ele sabe que o único jeito de ir para a reeleição é manter os malucos acionados”, acrescentou.

A posição é compartilhada por Rogério Correia (PT-MG), que avalia que os atos não saíram da “bolha” bolsonarista.

“O número de pessoas foi muito menor do que eles tinham anunciado, portanto, do ponto de vista nacional eles ficaram na bolha deles. A manifestação era pra dar o golpe e agora tem o dia seguinte. Quem estimulou os atos antidemocráticos e fez ameaças vão continuar a ser presos. Eles continuam na berlinda”, declarou. “O dia seguinte é um dia de enfraquecimento do Bolsonaro, que tem cada vez mais blefe do que bala na agulha”.

Para Junior Bozzella (PSL-SP), ex-aliado do presidente, as ameaças de Bolsonaro ultrapassaram os limites e é preciso uma reação definitiva.

” Hoje, a maior ameaça à segurança e a estabilidade do Brasil chama-se Jair Messias Bolsonaro, e alguém precisa colocar um ponto final nisto”, diz o deputado.

“Agora, isso não significa dizer que os atos de hoje foram intimidadores, porque não foram. Todos nós sabemos que o Bolsonaro é um covarde, mas o seu discurso ameaçador prejudica a estabilidade política e econômica do Brasil, acaba com a credibilidade perante o cenário internacional e mina o desenvolvimento, e é isso que não se pode mais permitir. O perigo do Bolsonaro não está nas suas bravatas e sim na sua total falta de capacidade pra governar o país, e é por isso que ele precisa ser urgentemente aniquilado”, completou.

Já o vice-presidente da Câmara, Marcelo Ramos (PL-AM), afirmou que está “caracterizado o crime de responsabilidade” do presidente após os atos de hoje.

 

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