CartaExpressa

‘Exército não serve para política’, diz Lula em ato no Rio de Janeiro

‘O papel dos militares não é puxar saco de Bolsonaro nem de Lula. Eles têm de ficar acima das disputas políticas’, afirmou o ex-presidente na Uerj

‘Exército não serve para política’, diz Lula em ato no Rio de Janeiro
‘Exército não serve para política’, diz Lula em ato no Rio de Janeiro
Evento com Lula na Uerj em 30 de março de 2022. Foto: Ricardo Stuckert
Apoie Siga-nos no

O ex-presidente Lula criticou nesta quarta-feira 30, em ato no Rio de Janeiro, a participação de militares na política. O petista, líder das pesquisas de intenção de voto para a Presidência, também reforçou as críticas ao presidente Jair Bolsonaro, que deve ter o general do Exército Walter Braga Netto como vice.

Na Uerj, Lula participou de um evento do Grupo de Puebla, fórum que reúne lideranças internacionais de esquerda. Também marcaram presença a ex-presidenta Dilma Rousseff; os ex-ministros Aloizio Mercadante e Celso Amorim; Ernesto Samper, ex-presidente da Colômbia; e José Luís Zapatero, ex-presidente da Espanha.

“O papel dos militares não é puxar saco de Bolsonaro nem de Lula. Eles têm de ficar acima das disputas políticas. Exército não serve para política, ele deve servir para proteger a fronteira e o País de ameaças externas”, afirmou Lula.

O ex-presidente também declarou que Bolsonaro “é tão frágil e boçal que, como não tem partido político, pegou a camisa da seleção e a bandeira dizendo que é o partido dele”.

“Vamos mostrar que as cores da bandeira brasileira não são desse fascista. Essa bandeira é nossa.”

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , , , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo