CartaExpressa
Ex-ministros vão ao STF após Bolsonaro acusá-los de pedofilia
Entre os postulantes há integrantes dos governos Lula, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso
Dez ex-ministros e ex-secretários de Direitos Humanos recorreram ao Supremo Tribunal Federal, via interperlação criminal, solicitando que o presidente Jair olsonaro explique suas declarações que os associaram à pedofilia. Entre os postulantes, há integrantes dos governos Lula, Dilma Rousseff e Fernando Henrique Cardoso. As informações são da coluna da jornalista Monica Bergamo.
Na peça, os ex-ministros e secretários destacaram a participação do presidente no simpósio da Cidadania Cristã, onde atacou os representantes de Direitos Humanos.
“Quem lembra o que era o Ministério dos Direitos Humanos? Quem eram as pessoas que já ocuparam aquele ministério? Como uma, por exemplo, que tinha lá um site chamado ‘Humaniza Redes’ que era…que incentivava a pedofilia. Dizia que o pedófilo era doente, que devia ser entregue para um hospital, e não ser levado a uma delegacia”, disse em referência a uma portaria assinada no governo Dilma, pelo ministro Renato Janine Ribeiro e pela ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Ideli Salvatti, que tinha o objetivo de fornecer materiais para prevenir violações na internet.
O presidente ainda atacou o Plano Nacional de Direitos Humanos então em vigor e disse que o documento continha “180 itens para destruir a família brasileira’.
Os postulantes, representados pelos advogados Antonio Claudio Mariz de Oliveira, Tarso Genro e Soraia da Rosa Mendes, exigem que o presidente cite fatos concretos que embasem suas declarações e explique a quem se dirigiu quando disse ‘tem gente que, voltando ao poder vai ressuscitar tudo isso aí”. Para o grupo, Bolsonaro usou o microfone para “promover ofensas e ataques à honra alheia”.
Estão representados na interpelação os ex-ministros Gilberto Vargas, Ideli Salvatti, José Gregori, Maria do Rosário, Mário Mamede, Nilmário Miranda, Nilma Lino Gomes, Paulo Sérgio Pinheiro, Paulo Vanucchi, e Rogerio Sottili.
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