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Ex-coordenador do INSS sofre condução coercitiva após faltar duas vezes em CPMI
A Polícia Legislativa localizou Jucimar Fonseca da Silva durante a madrugada e o levou a Brasília para depor sobre suspeitas de participação em esquema de fraudes
A Polícia Legislativa do Congresso Nacional cumpriu, na madrugada desta segunda-feira 1º, uma ordem de condução coercitiva contra o ex-coordenador de Pagamentos e Benefícios do INSS Jucimar Fonseca da Silva. Ele havia sido convocado para depor na CPMI que investiga fraudes no instituto, mas apresentou dois atestados médicos nas últimas semanas e viajou para uma região próxima a Manaus (AM), o que impediu sua presença.
A medida foi autorizada judicialmente após solicitação da CPMI. Segundo o presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG), a operação teve caráter emergencial diante do histórico de ausências do servidor. Jucimar foi localizado durante a madrugada e levado a Brasília para prestar depoimento ainda nesta tarde, às 16h.
A expectativa dos integrantes da comissão é que o ex-coordenador esclareça como operadores do esquema conseguiram movimentar recursos desviados de aposentados e pensionistas e se havia outros servidores envolvidos no fluxo de pagamentos do INSS. A defesa de Jucimar criticou a decisão judicial que permitiu a condução coercitiva, alegando que o magistrado responsável não teria competência para autorizar o procedimento.
Jucimar está afastado do cargo desde abril, quando uma operação da Polícia Federal apurou irregularidades no instituto.
Ao chegar ao Senado, nesta tarde, o ex-coordenador do INSS recebeu um habeas corpus do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, permitindo que ele só responda o que desejar responder, sem haver chance de autoincriminação.
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