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‘Estamos ouvindo dos 27 governadores que essa reforma tributária é justa’, diz Haddad

Em discurso à Confederação Nacional dos Municípios, o ministro pregou a união para que a reforma seja aprovada

‘Estamos ouvindo dos 27 governadores que essa reforma tributária é justa’, diz Haddad
‘Estamos ouvindo dos 27 governadores que essa reforma tributária é justa’, diz Haddad
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, no encontro da CNM. Foto: Reprodução
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirma que a reforma tributária proposta pelo governo federal recebeu o apoio dos 27 governadores brasileiros. A declaração ocorreu nesta terça-feira 28, em um evento da Confederação Nacional dos Municípios, em Brasília.

Em discurso, Haddad pregou a união para que a reforma seja aprovada. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado o atual modelo de impostos, devido a custos elevados, a critérios complexos de pagamento e a disparidades na distribuição dos recursos arrecadados.

“Olha o momento que nós estamos vivendo. Nós estamos ouvindo de 27 governadores que essa reforma tributária é justa, porque coloca o cidadão acima de tudo”, disse o ministro.

Haddad afirmou que há semelhança entre a reforma tributária e o Fundeb, criado em 2006 para redistribuir os recursos vinculados à educação, de acordo com o número de alunos em educação básica nas regiões.

“Existe uma figura que é o cidadão que paga imposto. Só que ele paga no Piauí, e quem recebe o recurso é o prefeito de São Paulo, ou o governador de Minas, ou o prefeito de Recife”, argumentou.

O petista sustentou ainda que o modelo proposto é igual ao de outros 176 países. No mesmo encontro, o vice-presidente Geraldo Alckmin e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, também defenderam a reforma tributária.

Conforme mostrou CartaCapital, no entanto, prefeitos manifestavam o receio de perda de arrecadação com a nova reforma. A preocupação recai sobre a inclusão do Imposto sobre Serviços, o ISS, que é municipal, a impostos estaduais e federais. As reivindicações foram listadas em uma carta a Lula, há duas semanas.

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