CartaExpressa

Entenda a disputa por uma mansão de R$10 milhões que levou Richarlison a ‘cutucar’ Flávio Bolsonaro nas redes

O jogador reclama de ter perdido uma mansão em Angra dos Reis; formalmente, o processo envolve um advogado amigo do senador

Entenda a disputa por uma mansão de R$10 milhões que levou Richarlison a ‘cutucar’ Flávio Bolsonaro nas redes
Entenda a disputa por uma mansão de R$10 milhões que levou Richarlison a ‘cutucar’ Flávio Bolsonaro nas redes
Montagem com senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e jogador de futebol Richarlison lado a lado (Foto 1: Bruno Peres / Agência Brasil | Foto 2: Reprodução / Redes sociais | Foto 3: Reprodução)
Apoie Siga-nos no

Uma postagem do jogador Richarlison reacendeu nesta quarta-feira 1º uma disputa judicial iniciada há quatro anos em torno de uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis. Ao comentar um vídeo sobre o caso, o atacante afirmou ter gasto “em torno de 10 milhões de reais” no imóvel e disse que “simplesmente me tomaram”; em seguida, marcou o senador Flávio Bolsonaro nas redes.

Ao marcar Flávio e dizer que lhe “tomaram” a casa, o atacante acionou uma avalanche de críticas ao senador e à família Bolsonaro nas redes sociais.

Formalmente, contudo, a disputa judicial não opõe Richarlison a Flávio. O litígio envolve, de um lado, a Sport 70, empresa ligada ao jogador e a seu então empresário Renato Rocha Velasco, e, de outro, a WT Administração, empresa do advogado Willer Tomaz — amigo de Flávio Bolsonaro.

O caso veio a público em setembro de 2022, em reportagem do Metrópoles assinada pelo colunista Guilherme Amado. O texto detalha o as visitas de Tomaz e do senador ao imóvel. Flávio teria visitado a casa em julho de 2020, antes de ela ser negociada com a empresa de Richarlison. Meses depois, em janeiro de 2021, teria voltado ao local acompanhado de Tomaz, que demonstrou interesse no imóvel, segundo o portal, após Flávio ‘se encantar’ com a casa.

Image Postagem do jogador Richarlison no Instagram – Reprodução.

A controvérsia decorre da cadeia de posse da área. Como o terreno está em uma ilha – e portanto, em área da União – a discussão envolve registros antigos de ocupação, cessões de direitos e a regularização perante a Secretaria de Patrimônio da União. A empresa de Richarlison sustenta ter adquirido o imóvel de quem o ocupava; Tomaz afirma que sua empresa assumiu direitos ligados à antiga detentora da posse, a M Locadora, após quitar pendências fiscais e administrativas.

Em 2022, decisões liminares transferiram a posse da mansão para Tomaz. A defesa de Richarlison arrolou Flávio como testemunha para reforçar que os ocupantes anteriores não eram invasores.

O senador afirmou, à época, que não tinha relação com o imóvel ou com a disputa e que sua ligação com Tomaz era apenas de amizade. Mais recentemente, não comentou o caso.

Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça rejeitou um recurso do empresário do jogador e manteve o registro de ocupação em favor de Tomaz. A disputa, porém, acumulou ações paralelas: em agosto daquele ano, a empresa de Richarlison ainda figurava como apelante em um processo no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo