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Em meio à tensão com Lula, Consulado dos EUA se aproxima de influenciadores bolsonaristas
Participaram dos encontros, por exemplo, a influenciadora Maria Fernanda Schmidt, do canal Brasil Paralelo, e o jornalista Leandro Narloch
Em meio ao acirramento das relações com o Brasil, o Consulado dos Estados Unidos em São Paulo tem promovido encontros com influenciadores de direita para discutir temas relacionados à “liberdade de expressão e ambiente digital” no País. A última roda de conversa aconteceu na semana passada.
Participaram deste encontro, por exemplo, a influenciadora Maria Fernanda Schmidt, do canal Brasil Paralelo, o jornalista Leandro Narloch e Rafael Ferri, dono do podcast Café com Ferri. Todos eles compartilham conteúdos críticos à gestão de Lula (PT) e simpáticos à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa eleitoral deste ano. A expectativa é de novas rodadas de conversa nas próximas semanas.
Nas redes sociais, Schmidt compartilhou alguns registros do encontro: “Foi uma excelente oportunidade para compartilhar com os diplomatas os desafios enfrentados por influenciadores, jornalistas e produtores de conteúdo no ambiente digital, em um diálogo enriquecedor sobre os rumos da liberdade de expressão no Brasil”.
Procurado, Narloch disse a CartaCapital que a agenda foi “protocolar”, mas evitou dar detalhes por não concordar com a “linha editorial e o tom conspiratórios dessas matérias”. A reportagem não conseguiu contato com o Consulado dos EUA em São Paulo. O espaço segue aberto.
A atividade chama atenção porque ocorre em meio ao que tem sido interpretado como uma tentativa do governo Trump de interferir no processo eleitoral brasileiro.
Na semana passada, o Itamaraty negou conceder vistos a dois funcionários dos EUA que, de acordo com o jornal Washington Post, fariam parte de uma delegação que Washington planejava enviar numa missão para lançar dúvidas sobre a imparcialidade e a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
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