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Em crise, o Partido Novo já perdeu metade dos filiados

Em crise, o Partido Novo já perdeu metade dos filiados

Na prática, a legenda que dizia negar a ‘velha política’ atua no Congresso como mais um integrante da base dos velhos partidos de direita

João Amoêdo foi candidato a presidente pelo partido Novo

João Amoêdo foi candidato a presidente pelo partido Novo

O Partido Novo perdeu mais de 35,5 mil filiados desde a sua fundação, em 2011. A baixa corresponde a mais da metade dos integrantes e já supera os atuais 33,8 mil filiados. O recorde de desfiliação ocorreu em julho deste ano, quando mais de mil pessoas se desligaram da legenda.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O Novo surgiu com o discurso de ‘boa gestão’ e de contraposição à ‘velha política’, no entanto, na prática, atuou como mais um integrante da base dos velhos partidos de direita. Nos últimos anos, vinculou-se fortemente ao atual governo Jair Bolsonaro e atualmente, com a crise que ronda o atual mandatário, tenta se descolar no discurso da ideologia bolsonarista. Muitos dos seus parlamentares, porém, seguem votando no Congresso em favor do presidente.

Essa ligação a Bolsonaro e a polarização é justamente o motivo apontado pelos dirigentes da legenda para a sangria de associados. Os atuais líderes do Novo alegam ainda que não conseguiram cumprir promessas de abrir novos diretórios regionais, o que afastou apoiadores.

Em entrevista ao jornal, no entanto, o atual presidente da sigla, Eduardo Ribeiro, contemporizou a situação e ainda acredita em uma reversão da crise com a aproximação das eleições.

“Acredito que essas oscilações serão normais ao longo da história do Novo. Mas especificamente para esse momento, entendo que assim que começarmos a apresentar nossos pré-candidatos, voltarmos ao clima de eleição, conseguirmos ver uma luz no fim do túnel, essas pessoas se motivarão novamente, a curva estabiliza e volta a crescer”, minimizou Ribeiro.

João Amoêdo, fundador e candidato a presidente pelo Novo em 2018, sinalizou recentemente o desejo de que o partido conte com um candidato próprio. Nomes fortes da sigla, como Romeu Zema, governador de Minas Gerais, porém, não descartam renovar a aliança com Jair Bolsonaro contra Lula em 2022.

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