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Eduardo Leite nomeia secretário de Direitos Humanos que vetou ‘gênero’ em escolas

Governador reeleito, que se assumiu homossexual em dezembro de 2021, foi criticado pela escolha para a pasta

Eduardo Leite nomeia secretário de Direitos Humanos que vetou ‘gênero’ em escolas
Eduardo Leite nomeia secretário de Direitos Humanos que vetou ‘gênero’ em escolas
O governador do Rio Grande do Sul Eduardo Leite (PSDB). Foto: Itamar Aguiar/ Palácio Piratini
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Mateus José Wesp (PSDB) foi nomeado pelo governador Eduardo Leite (PSDB) para comandar a Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul. O deputado estadual tem histórico de declarações LGBTFóbica e retirou a palavra ‘gênero’ do plano de educação no município de Passo Fundo.

Eduardo Leite, reeleito governador do Rio Grande do Sul, é homossexual assumido desde dezembro de 2021, quando ainda projetava disputar a presidência da república pelo PSDB. Na época, Leite deu a polêmica declaração de que seria um “governador gay e não um gay governador”.

A escolha de Mateus Wesp foi duramente criticada pela oposição. Nas redes sociais, Luciana Genro (PSOL) publicou um resumo que chamou de ‘histórico de declarações e votações LGBTfóbicas’ do secretário. “Como vereador em Passo Fundo, Mateus Wesp retirou a palavra ‘gênero’ do Plano Municipal de Educação. Em seu discurso, tratou pessoas trans como ‘outras identidades inventadas socialmente'”, denunciou a deputada estadual.

Wesp também foi contrário ao relatório da Comissão LGBT, criada e presidida por Luciana Genro em 2019. A comissão apresentou 38 propostas de combate à LGBTfobia no RS e também defendeu o uso de câmeras corporais por policiais, semelhante a medida que acontece hoje no estado de São Paulo.

O secretário enviou uma nota, encaminhada por sua assessoria, em que garante tratar o tema diversidade como prioridade, com a criação de um departamento com pessoas “qualificadas tecnicamente, com capacidade de elaboração de políticas públicas sólidas” para discussão do combate à intolerância “não só quanto a questões de gênero, mas também religiosas”.

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