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Diretor da PRF comenta ação que baleou menina e diz que ‘não é um método aceito’
Três policiais envolvidos no caso foram afastados e a corregedoria apura as circunstâncias do episódio
O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Antônio Fernando Souza, prometeu uma investigação rápida e transparente sobre o caso da menina Heloísa Silva, de 3 anos, baleada por um agente da PRF no Rio de Janeiro. Ele ainda destacou que a conduta “não é aceita” pela corporação.
“A gente precisa marcar que não é um método aceito pela PRF, isso não está previsto em nenhum dos nossos manuais”, afirmou o diretor nesta sexta-feira 8, durante entrevista à GloboNews. “Não é permitido o disparo de arma de fogo para o veículo que está em fuga, a gente tem que fazer o acompanhamento tático”.
O chefe da PRF ainda ressaltou que uma portaria interministerial assinada em 2010 diz não ser “legítimo o uso de armas de fogo contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, a não ser que o ato represente um risco imediato de morte ou lesão grave aos agentes de segurança pública ou terceiros”.
Heloísa foi baleada pouco antes das 22h de quinta-feira quando passava de carro com os pais, uma tia e uma irmã, no Arco Metropolitano, via expressa que cruza cidades da região metropolitana do Rio de Janeiro.
A família tinha passado o feriado na capital fluminense e voltava para Petrópolis, na região serrana, onde mora. O pai, William da Silva, afirma que o tiro partiu de uma viatura da PRF.
A menina foi levada para o Hospital Municipalizado Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Heloísa chegou ao hospital levada por uma viatura da corporação, com perfuração por arma de fogo no crânio, pescoço e ombro. Seu estado de saúde é grave.
Os três policiais envolvidos no caso foram afastados e a corregedoria apura as circunstâncias do episódio. “A PRF expressa seu mais profundo pesar e solidariza-se com os familiares da vítima, assim como está em contato para prestar apoio institucional”, pontuou a corporação em nota.
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