CartaExpressa
Dino fala em discutir internet e redes sociais após explosões em Brasília
Um dia depois do ataque, o ministro do STF criticou tentativas de ‘normalizar o absurdo’
O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino criticou tentativas de “normalizar o absurdo” e defendeu ações preventivas, inclusive em relação às redes sociais, ao repudiar o ataque da quarta-feira 13 na Praça dos Três Poderes, em Brasília.
Francisco Wanderley Luiz, candidato a vereador pelo PL em Rio do Sul (SC) em 2020, detonou uma série de artefatos na área em frente ao STF e morreu no local, em seguida, após ser atingido por uma das explosões.
“Essa pessoa tentou perpetrar um crime gravíssimo e poderia ter matado pessoas. Isso demonstra que essas condutas não devem ser minimizadas. Vivemos uma era em que há uma tentativa de normalizar o absurdo, sobretudo o ódio”, disse Dino à TV Cidadã, de Alagoas.
O magistrado sustentou que o episódio serve de alerta para que a sociedade debata uma “cultura democrática” na qual atos de ódio não consigam florescer.
“Uma coisa é pensar diferente, outra é confundir o debate entre diferentes com o desejo de exterminar quem pensa diferente. Isso não é democrático”, prosseguiu. “Isso diz respeito, inclusive, ao tema da internet, das redes sociais, para que possa ter uma ação preventiva e evitar danos gravíssimos que poderiam ter ocorrido.”
O inquérito da Polícia Federal sobre as explosões tramitará no STF sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Por trás da ação individual há sempre ideias de um grupo, diz diretor da PF sobre explosões em Brasília
Por Getulio Xavier
PL da Anistia: A reação do Centrão às explosões na Praça dos Três Poderes
Por Wendal Carmo
Ex-mulher diz que autor das explosões planejava matar Alexandre de Moraes
Por CartaCapital



