CartaExpressa

Dilma: ‘Relação de confiança com Lula é inabalável’

‘Notícias vêm sendo veiculadas sem qualquer tipo de apuração. Não tenho porta-vozes na grande imprensa’, criticou a ex-presidenta

A ex-presidenta Dilma Rousseff. Crédito: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

A ex-presidenta Dilma Rousseff afirmou neste sábado 5 que não se sente “isolada” pelo PT e que sua relação com o ex-presidente Lula é “inabalável”. A petista explicou que as declarações se referem aos “rumores espalhados pela mídia nos últimos dias”.

“Não adianta quererem fazer intriga entre mim e o presidente Lula. Nossa relação de confiança já foi testada inúmeras vezes e é inabalável”, escreveu Dilma nas redes sociais.

Ela ainda afirmou não ser candidata “a nenhum cargo” e disse que “jornalistas devem ligar para minha assessoria quando quiserem saber o que penso”.

“Notícias vêm sendo veiculadas sem qualquer tipo de apuração. Não tenho porta-vozes na grande imprensa”, completou Dilma.

Neste sábado 5, o jornal Folha de S.Paulo publicou uma reportagem em que afirma que o PT prepara um documento em que não apenas defende a gestão Dilma, mas reconhece erros na condução da política econômica. Também diz que a ex-presidenta alertou Lula para o risco de ele ser “traído” pelo ex-tucano Geraldo Alckmin, potencial candidato a vice-presidente na chapa petista.

No fim de janeiro, em entrevista à Rádio CBN Vale, Lula afirmou que Dilma, “tecnicamente, é uma pessoa inatacável, que tem uma competência extraordinária”, mas “erra na política”.

“Ela não tem a paciência que a política exige que a gente tenha para conversar e atender as pessoas mesmo quando você não gosta do que a pessoa está falando. Nisso, cometemos um equívoco pela pressão em cima dela”, acrescentou, na ocasião.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Relacionadas

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.
CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.
Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Contribua com o quanto puder.

Quero apoiar