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Desinformação sobre catástrofe no RS tem fins políticos e eleitorais, diz Jorge Messias
Desde o início da crise no RS, o governo federal vem discutindo o tema da desinformação
O advogado-geral da União, Jorge Messias, disse considerar que a disseminação de informações falsas sobre a catástrofe que assola o Rio Grande do Sul é uma estratégia que possui “fins políticos e eleitorais”. A declaração foi feita nesta segunda-feira 20, durante participação em um seminário no Supremo Tribunal Federal.
Messias defendeu ainda a regulação das redes sociais e afirmou que a onda de desinformação prejudica as ações de socorro às vitimas dos temporais. O ministro também indicou para a possibilidade de interesses financeiros estarem incidindo sobre as publicações fraudulentas.
“Existe uma estratégia de utilização da desinformação com objetivos muito claros. O primeiro é a utilização das informações falsas para ganhos políticos e eleitorais. Precisamos entender que estamos entrando em um processo eleitoral no Brasil, então há um debate que está colocado com clareza”, destacou.
O ministro também afirmou não ver diferença entre a disseminação massiva de fake news sobre o RS em comparação à pandemia de covid-19. Messias participou do seminário Desafios e impactos da Jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, que conta com a presença de especialistas em Direitos Humanos e juízes da CIDH.
Pela manhã foi a vez dos ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) participarem do evento.
Desde o início da crise no RS, o governo federal vem discutindo o tema da desinformação. Messias já se reuniu com representantes de plataformas digitais, como Google, YouTube, TikTok, Meta e LinkedIn, para que assinassem um protocolo de combate às fake news sobre o estado.
Em outra frente, a AGU pediu ao Ministério Público a identificação e investigação das pessoas que estão divulgando informações falsas sobre a catástrofe.
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