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Deputado do PT aciona o TSE para impedir distribuição de adesivos pró-Flávio por ex-ministro

Gilson Machado promete novos ‘adesivaços’ em estados do Nordeste; peças trazem a imagem de Jair Bolsonaro e a mensagem de que a região ‘está com Flávio’

Deputado do PT aciona o TSE para impedir distribuição de adesivos pró-Flávio por ex-ministro
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Reprodução/redes sociais
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Eleições 2026

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou representação ao Tribunal Superior Eleitoral, nesta quarta-feira 18, na qual pede que o ex-ministro do Turismo Gilson Machado (Podemos) seja proibido de distribuir adesivos pró-Flávio Bolsonaro, (RJ) pré-candidato do PL à Presidência da República nas eleições deste ano.

A distribuição foi divulgada por Machado nas redes sociais durante o final de semana. Para o petista, trata-se de ato “típico de propaganda eleitoral”. Na representação, Lindbergh pede também a “imediata cessação da propaganda eleitoral antecipada ilícita, mediante remoção do conteúdo” e fixação de multa diária em caso de descumprimento.

Escreveu o deputado: “A mensagem veiculada não deixa margem para dúvida quanto ao seu objetivo: promover, perante o eleitorado, a futura candidatura do segundo representado à Presidência da República, associando seu nome, imagem e identidade política ao pleito eleitoral vindouro”. O documento ainda recomenda o envio do caso ao Ministério Público Eleitoral para investigação sobre possível abuso de poder econômico.

Ao TSE, Lindbergh argumentou também que a distribuição do material, que trazia a imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e a mensagem de que o Nordeste “está com Flávio”, “transcende esfera a abstrata do debate político e materializa verdadeira ação de campanha eleitoral, mediante utilização de meio físico de propaganda por intermédio de adesivo ou decalque”.

Na terça-feira, Machado realizou uma live com o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga (PB) prometeu novos “adesivaços” em outros estados da região. “Esse é um movimento espontâneo. Isso não é ilegal. Não está falando em campanha, em número, nada. Ele não é feito com dinheiro público como as escolas de samba receberam”, afirmou o sanfoneiro, em alusão ao samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula (PT).

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