CartaExpressa

Deputada do PSOL entra na Justiça para barrar Bia Kicis na CCJ

Fernanda Melchionna alega violação da moralidade administrativa

A deputada Bia Kicis (PSL-DF). Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
A deputada Bia Kicis (PSL-DF). Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS) entrou com uma ação na Justiça de Brasília para impedir a candidatura da deputada Bia Kicis (PSL-DF) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

A CCJ é a comissão mais importante da Casa – nesta quinta-feira 4, líderes partidários se reúnem para decidir quem fica no comando das 25 comissões.

A parlamentar do PSOL argumenta que Kicis, apoiadora do presidente Jair Bolsonaro, defende temas que “afrontam diretamente o estado democrático de direito”, como a intervenção militar.

A deputada bolsonarista também é adepta à disseminação de informações falsas contra adversários políticos, diz a ação, o que a tornou alvo de investigação em inquérito no Supremo Tribunal Federal.

Melchionna pede que, sob tutela de urgência, a Câmara se abstenha de registrar a candidatura de Kicis e também de nomeá-la em eventual vitória em eleição, com justificativa de ilegalidade por “violação à moralidade administrativa”.

“Sua ascensão à presidência da CCJ da Câmara representa um afronte à moralidade administrativa que deve reger as ações do poder público em todas as esferas e instâncias, além de representar uma ameaça concreta e grave ao estado democrático de direito, ao pluralismo político e ao sucesso das ações da Câmara para o combate à pandemia”, diz a ação.

Se empossada, Kicis terá a competência de atestar a constitucionalidade das matérias que tramitam na Câmara. Poderá, ainda, autorizar a instauração de processos criminais e de perda de mandato, além de permitir ou vetar a criação de Comissões Parlamentares de Inquérito.

Assine nossa newsletter

Receba conteúdos exclusivos direto na sua caixa de entrada.

Um minuto, por favor...

Obrigado por ter chegado até aqui. Combater a desinformação, as mentiras e os ataques às instituições custa tempo e dinheiro. Nós, da CartaCapital, temos o compromisso diário de levar até os leitores um jornalismo crítico, alicerçado em dados e fonte confiáveis. Acreditamos que este seja o melhor antídoto contra as fake news e o extremismo que ameaçam a liberdade e a democracia.

Se você acredita no nosso trabalho, junte-se a nós. Apoie, da maneira que puder. Ou assine e tenha acesso ao conteúdo integral de CartaCapital!