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Debandada no MP do Rio: Promotores pedem exoneração após Castro ignorar lista tríplice
Entre os promotores que pediram demissão estão os responsáveis pelas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco
Mais de 20 promotores do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro pediram exoneração coletiva ao governador Cláudio Castro (PL), nesta sexta-feira 13.
A debandada acontece após Luciano Mattos, o segundo mais votado da lista tríplice, ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da Justiça.
O motivo da crise é a quebra do “compromisso assumido e ratificado” por Mattos de “apoiar o candidato mais votado nas eleições”. O atual procurador-geral obteve 437 votos. A procuradora Leila Machado Costa, primeira colocada, conquistou 485.
Entre os promotores que pediram demissão estão os responsáveis pelas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco, executada em março de 2018 na cidade do Rio de Janeiro.
Outros integrantes do MP tendem a protestar contra a decisão. Eles devem se reunir na próxima segunda-feira 16 em Assembleia Extraordinária para decidir sobre como se manifestarão em relação à escolha.
É a primeira vez em 20 anos que um governador do Rio não escolhe o candidato mais votado. A última vez que isso aconteceu foi em 2003, quando a governadora Rosinha Garotinho (União) optou pelo candidato que ficou em segundo lugar.
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