CartaExpressa
DataSenado: 29% dos brasileiros dizem ser de direita, enquanto 15% afirmam que são de esquerda
Pesquisa mostrou que neutralidade domina percepção política dos brasileiros
A maior parte dos brasileiros que diz ter alguma posição política se define como de direita. É o que mostra a pesquisa Panorama Político, elaborada pelo instituto DataSenado e divulgada nesta quinta-feira 26.
O levantamento buscou traçar o perfil político da população. Segundo a pesquisa, 40% dos entrevistados não são de direita, de esquerda e nem mesmo de centro.
Já entre os que apontam ligação com algum espectro político, 29% dizem que são de direita. Por outro lado, 15% afirmam que são de esquerda. Os que indicam que são de centro somam 11%, ao passo que 6% não sabem ou preferem não responder.

País amplo e marcadamente desigual, o Brasil vê, ainda segundo a pesquisa, diferenças ideológicas na sua população, a depender de fatores como região, gênero e religião.
Entre os brasileiros que se declaram brancos ao DataSenado, 32% se dizem de direita, o que representa o maior percentual entre grupos raciais. A direita também prevalece com índices expressivos entre os homens (34%) e os evangélicos (35%).

O fator educacional, por exemplo, costuma ser importante na definição das percepções políticas das pessoas. No caso dos brasileiros com nível superior, segundo a pesquisa, 21% são de esquerda. Por outro, entre aqueles que não completaram o ensino fundamental, 45% dizem ser neutros.
Uma maior ou menor população de direita/esquerda também costuma depender da região. A pesquisa divulgada ontem mostra que Pernambuco e Rio Grande do Norte são os estados com o maior número de eleitores de esquerda: 18% para ambos.
Por outro lado, Rondônia e Santa Catarina lideram o ranking de estados com eleitores de direita, com 41% e 37%, respectivamente.

A pesquisa Panorama Político realizou a sua 21ª edição. Neste ano, o levantamento foi realizado entre 5 e 28 de junho, ouvindo 21.808 pessoas. O nível de confiança apontado pelo DataSenado é de 95%.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.


