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Datafolha: Para 54%, Bolsonaro tentava fugir ao queimar tornozeleira eletrônica; 33% acreditam em surto

A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira 8

Datafolha: Para 54%, Bolsonaro tentava fugir ao queimar tornozeleira eletrônica; 33% acreditam em surto
Datafolha: Para 54%, Bolsonaro tentava fugir ao queimar tornozeleira eletrônica; 33% acreditam em surto
Bolsonaro exibe a tornozeleira em ato no Congresso que quase o levou à prisão preventiva. O ex-presidente quer virar mártir – Imagem: Wilton Júnior/Estadão Conteúdo
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Para 54% dos brasileiros, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tentava fugir ao queimar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. Outros 33% acreditam na alegação do ex-capitão de que a ação foi resultado de um surto causado por remédios.

Os dados são da nova pesquisa do instituto Datafolha, divulgada nesta segunda-feira 8. O levantamento ouviu 2.002 pessoas entre os dias 2 e 4 de dezembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Tornozeleira de Bolsonaro apresentava queimaduras e sinais de solda; veja vídeo

A tentativa de violação da tornozeleira eletrônica foi um dos motivadores da prisão de Bolsonaro em 22 de novembro. Na ocasião, a Polícia Federal concluiu que o ex-presidente planejava uma fuga do País e a quebra do equipamento seria parte essencial do plano.

Outras etapas listadas pela PF no pedido de prisão foram a proximidade da casa de Bolsonaro, onde ele estava em prisão domiciliar, com embaixadas e a convocação de uma manifestação no entorno da residência. De acordo com a investigação, o protesto serviria para causar tumulto na região para que Bolsonaro pudesse fugir sem ser notado.

Os argumentos da PF foram acatados pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou a prisão preventiva do ex-presidente. Dias depois, a condenação por golpe de Estado foi oficializada e a detenção foi convertida em definitiva. Ele está preso, desde então, na sede da PF em Brasília.

Para 54% dos entrevistados na Datafolha desta segunda, a prisão de Bolsonaro na PF foi justa; outros 34% defendem a pena em casa.

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