CartaExpressa
Coronel da PM diz que o Exército dificultou a prisão de golpistas no 8 de Janeiro
A declaração foi concedida em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do Distrito Federal
O coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Jorge Eduardo Naime voltou a afirmar que o Exército dificultou a prisão dos golpistas que invadiram as sedes dos Três Poderes em Brasília no 8 de Janeiro.
A declaração foi concedida em depoimento à CPI dos Atos Antidemocráticos na Câmara Legislativa do DF, nesta quinta-feira 16. Naime chefiava o Departamento Operacional da PMDF durante os ataques terroristas.
O coronel disse que estava de folga naquele dia, mas foi convocado a participar da ação para remover os bolsonaristas da Esplanada dos Ministérios. Afirmou, porém, que militares do Exército dificultaram a ação da PM.
Naime acrescentou que após a contenção dos golpistas, seguiu para o acampamento em frente ao QG do Exército e foi impedido pelos militares de prender bolsonaristas no local.
“Tinha uma linha de choque do Exército com blindados. Eles não estavam voltados para o acampamento, mas sim para a PM”, disse à CPI.
O coronel está preso desde 7 de fevereiro, após ser alvo da Operação Lesa Pátria, da Polícia Federal.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Presa no 8 de Janeiro diz à PF que deputada do PL organizou caravana para atos golpistas
Por CartaCapital
Novo presidente do Superior Tribunal Militar chama o golpe de 1964 de ‘revolução’
Por CartaCapital
Anderson Torres diz ao TSE que minuta golpista em sua casa era ‘loucura’ e ‘lixo’
Por CartaCapital



