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Com uma dose para pessoas entre 18 e 59 anos, Saúde lança plano de vacinação para 2022; veja detalhes

Campanha prevê duas doses para idosos; governo confirma que deve abandonar a Coronavac

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde anunciou nesta sexta-feira 8 o plano de vacinação contra a Covid-19 para 2022. A pasta prevê a utilização apenas de vacinas que obtiveram na Anvisa o registro definitivo, o que exclui a Coronavac, autorizada de forma emergencial. O investimento será de 11 bilhões de reais.

Eis os principais pontos do anúncio:

  • Uma dose para pessoas entre 18 e 59 anos;
  • Duas doses para pessoas com mais de 60 anos, seis meses após a vacinação completa deste ano ou a dose de reforço;
  • possibilidade de ampliar o público-alvo da campanha (como crianças e adolescentes);
  • Não haverá a indicação de grupos prioritários, mas a opção por faixa etária decrescente;
  • O governo diz que comprará 120 milhões de doses da AstraZeneca e 100 milhões da Pfizer;
  • Outras 134 milhões de doses “serão de saldo de contratos de 2021”.

Na quinta-feira 7, a Saúde já havia oficializado, em manifestação enviada à CPI da Covid, o interesse de abandonar a Coronavac em 2022. A comissão pediu à pasta a “justificativa para a descontinuidade do uso da Coronavac em 2022, tal como anunciado”. Em resposta, o ministério apontou suposta “baixa efetividade entre idosos acima de 80 anos”.

“Até o presente momento a autorização (da Coronavac) é temporária de uso emergencial, que foi concedida para minimizar, da forma mais rápida possível, os impactos da doença no território nacional”, diz o documento.

“Além do fato de estudos demonstrarem a baixa efetividade do imunizante em população acima de 80 anos; discussões na Câmara Técnica que não indicaram tal imunizante como dose de Reforço ou Adicional – conforme NT Técnicas SECOVID, assim, no atual momento, só teria indicação como esquema vacinal primário em indivíduos acima de 18 anos. Há estudos em andamento que sinalizam que mesmo usando em esquema vacinal primário há que se considerar uma terceira dose”.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária concedeu registro definitivo para as vacinas da Pfizer e da Astrazenec. Coronavac e Janssen obtiveram o registro emergencial.

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