CartaExpressa
Com o arcabouço, não existe mais o risco de descontrole da inflação, diz Campos Neto
‘O arcabouço tem um grande poder de influenciar a expectativa de inflação futura’, afirmou o presidente do Banco Central
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou nesta quinta-feira 25 que a aprovação do arcabouço fiscal eliminará o risco de descontrole da inflação.
A Câmara dos Deputados finalizou na quarta-feira a votação da regra que substituirá o teto de gastos imposto ao País sob o governo de Michel Temer. A Casa aprovou o texto-base com 372 votos favoráveis, 108 contrários e uma abstenção. Agora, o projeto segue para o Senado.
“O arcabouço tem um grande poder de influenciar a expectativa de inflação futura, porque existia um medo de que a inflação pudesse, simplesmente, sair do controle. O arcabouço deixa muito claro que esse medo não existe mais. Você eliminou o que chamamos de risco de cauda”, disse Campos Neto à GloboNews.
Ele ainda classificou como um “grande trabalho” a articulação do governo, especialmente do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, pela aprovação do arcabouço na Câmara.
A taxa básica de juros, mantida pelo Banco Central em 13,75% ao ano, está no centro das críticas do governo Lula a Campos Neto. A gestão federal vê o índice como um dos principais obstáculos para o crescimento da economia brasileira em 2023.
2026 já começou
Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.
A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.
Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.
Assine ou contribua com o quanto puder.
Leia também
Gleisi reage a Campos Neto após crítica a Lula: ‘Desconhece o sofrimento do povo’
Por CartaCapital
Luiza Trajano espera ‘sinal’ do Copom sobre corte na Selic: ‘Precisa baixar o juro’
Por CartaCapital


