CartaExpressa
Colégio de SC suspende estudantes que fizeram saudação nazista em sala de aula
Em nota, a instituição disse que tem como missão ‘transformar a vida por meio da educação’ e reforçou que ‘apologia ao nazismo é crime’
Uma escola particular de Criciúma (SC) suspendeu estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental por fazerem saudação nazista a uma pessoa que entrou em uma sala de aula.
Segundo o Colégio da Associação Beneficente da Indústria Carbonífera de Santa Catarina, as imagens foram registradas há três meses e divulgadas em uma conta sem identificação no Twitter nesta semana.
Em nota, o colégio repudiou o ato, explicou que o professor que aparece na imagem não participou da ação e, ainda, que a instituição tem como “missão, transformar a vida das pessoas por meio da educação”.
“Apologia ao nazismo é crime! Repudiamos e não compactuamos de nenhuma forma com tais atitudes. Deste modo, as providências cabíveis foram tomadas, com a suspensão de alunos, advertências e a realização de uma reflexão sobre o nazismo e o quanto esse regime foi pavoroso para a história humana”, diz a escola.
“Queremos salientar que o professor envolvido no caso não é Judeu, ele foi o primeiro a advertir a turma e como exemplo, fez uma reflexão com eles como se ele fosse um Judeu para perceberem quão aquele ato repetido pelos alunos impactou e ainda impacta na vida de muitas pessoas”, completou a instituição.
Ainda de acordo com o colégio, três estudantes foram suspensos e os demais que estavam na sala receberam uma advertência.
Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome
Muita gente esqueceu o que escreveu, disse ou defendeu. Nós não. O compromisso de CartaCapital com os princípios do bom jornalismo permanece o mesmo.
O combate à desigualdade nos importa. A denúncia das injustiças importa. Importa uma democracia digna do nome. Importa o apego à verdade factual e a honestidade.
Estamos aqui, há mais de 30 anos, porque nos importamos. Como nossos fiéis leitores, CartaCapital segue atenta.
Se o bom jornalismo também importa para você, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal de CartaCapital ou contribua com o quanto puder.


