CartaExpressa

Caso Marielle: Lessa diz que convenceu Macalé a não matar Marcelo Freixo

As declarações do ex-PM constam em delação feita à Polícia Federal; os arquivos tiveram parte do sigilo derrubado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes

Caso Marielle: Lessa diz que convenceu Macalé a não matar Marcelo Freixo
Caso Marielle: Lessa diz que convenceu Macalé a não matar Marcelo Freixo
O presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Apoie Siga-nos no

Ronnie Lessa disse, em delação à PF, ter convencido o também ex-policial Edimilson Oliveira da Silva, conhecido como Macalé, a não assassinar o ex-deputado e atual presidente da Embratur, Marcelo Freixo.

Ele falou: “Ôh, ôh Lessa, tem como levantar o Marcelo Freixo? Aí eu falei: porra Macalé, tem, mas…”, contou o ex-PM.

Lessa chegou a dizer que a segurança em torno de Freixo foi um dos motivos pelos quais teria feito Macalé desistir do plano.

“Eu falei: Macalé, o cara mora em Niterói. E ali eu já fui calculando o problema que eu poderia gerar, tá?”, narrou aos agentes. “No meio de 20 seguranças? Nós não vamos provocar um… uma pessoa qualquer. A gente tá provocando Marcelo Freixo. É uma coisa bem ampla… que mexe com partidos, com … é uma coisa muito grande”, completou.

O ex-PM disse que foi tirando o plano da cabeça de Macalé e que ele não voltou a cobrar a questão. Edmilson Oliveira da Silva, o Macalé, apontado pelas investigações como interlocutor dos executores com os mandantes, foi morto em novembro de 2021.

As declarações de Lessa constam em delação premiada feita à Polícia Federal; os arquivos tiveram parte do sigilo derrubado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes na sexta-feira 7. Na mesma decisão, o magistrado autorizou a  transferência de Lessa para o complexo penitenciário de Tremembé, em São Paulo.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

2026 já começou

Às vésperas das eleições de 2026, o País volta a encarar um ponto de inflexão: o futuro democrático está novamente em jogo.

A ameaça bolsonarista não foi derrotada, apenas recuou. No Congresso, forças conservadoras seguem ditando o ritmo. Lá fora, o avanço da extrema-direita e os conflitos em Gaza, no Irã e na Ucrânia agravam a instabilidade global.

Se você valoriza o jornalismo crítico, independente e comprometido com a democracia, este é o momento de agir.

Assine ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo