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Casa Branca considera ‘inaceitável’ repressão de manifestantes e oposição na Venezuela

Manifestações eclodiram na Venezuela contra os resultados oficiais das eleições de domingo

Casa Branca considera ‘inaceitável’ repressão de manifestantes e oposição na Venezuela
Casa Branca considera ‘inaceitável’ repressão de manifestantes e oposição na Venezuela
Protestos na Venezuela. Foto: Federico Parra/AFP
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A repressão aos manifestantes e à oposição na Venezuela é “inaceitável”, declarou a Casa Branca nesta terça-feira 30, após protestos pela questionada reeleição de Nicolás Maduro terem deixado quatro mortos e dezenas de feridos.

“Qualquer repressão política ou violência contra manifestantes ou opositores é obviamente inaceitável”, disse a secretária de imprensa da presidência dos Estados Unidos, Karine Jean-Pierre, aos jornalistas quando questionada sobre as manifestações que eclodiram na Venezuela contra os resultados oficiais das eleições de domingo.

“Os Estados Unidos apoiam as aspirações democráticas do povo venezuelano e o seu direito de expressar livremente suas opiniões”, acrescentou.

Um dia depois do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano, alinhado ao governo, ter dado a vitória a Maduro para um terceiro mandato de seis anos, milhares de pessoas protestaram nas ruas. Na segunda-feira, a polícia usou gás lacrimogêneo e tiros de balas de borracha para dispersar as manifestações.

As autoridades prenderam 749 pessoas durante os protestos, de acordo com o procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab.

O líder da oposição, Freddy Superlano, foi detido nesta terça-feira, no que a oposição tem chamado de uma “escalada repressiva”.

A oposição, liderada por María Corina Machado, bem como grande parte da comunidade internacional, pôs em dúvida os resultados divulgados pelo CNE, que deu a vitória a Maduro com 51,2% dos votos contra 44,2% do principal candidato opositor, Edmundo González.

Machado afirmou na segunda que tinha em sua posse cópias de 73% dos resultados e projetou uma vitória para González com 6,27 milhões de votos contra 2,75 milhões de Maduro.

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