CartaExpressa

Cármen Lúcia nega no mesmo dia 3 habeas corpus para soltar Bolsonaro

O ex-presidente cumpre na Papudinha a pena de 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista

Cármen Lúcia nega no mesmo dia 3 habeas corpus para soltar Bolsonaro
Cármen Lúcia nega no mesmo dia 3 habeas corpus para soltar Bolsonaro
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Foto: Miguel Schincariol/AFP
Apoie Siga-nos no

A ministra do Supremo Tribunal Federal Cármen Lúcia assinou, na quinta-feira 12, três decisões em que rejeita habeas corpus protocolados em prol do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Nos três casos, os autores não integram a defesa de Bolsonaro, preso na Papudinha para cumprir a pena de 27 anos e três meses de prisão por liderar a tentativa de golpe de Estado.

Cármen enfatizou que, conforme a jurisprudência do STF, é inadmissível a impetração de habeas corpus por terceiros sem prévia autorização de um paciente que tem advogados constituídos nos autos.

Ela reforçou, também, ser incabível um HC contra ato de um ministro — no caso, Alexandre de Moraes, relator dos processos da trama golpista —, de uma das turmas ou do plenário do Supremo.

Em 2 de março, Moraes negou um pedido da defesa de Bolsonaro pela concessão de prisão domiciliar. Na ocasião, o ministro argumentou não haver motivos excepcionais para a concessão da medida e destacou “as condições plenamente satisfatórias do cumprimento da pena”. Com base em um relatório do Núcleo de Custódia da Polícia Militar do Distrito Federal e em uma perícia da Polícia Federal, ele ressaltou que as condições da Papudinha contemplam necessidades do ex-presidente.

ENTENDA MAIS SOBRE: , , , ,

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo

Apoie o jornalismo que chama as coisas pelo nome

Depois de anos bicudos, voltamos a um Brasil minimamente normal. Este novo normal, contudo, segue repleto de incertezas. A ameaça bolsonarista persiste e os apetites do mercado e do Congresso continuam a pressionar o governo. Lá fora, o avanço global da extrema-direita e a brutalidade em Gaza e na Ucrânia arriscam implodir os frágeis alicerces da governança mundial.

CartaCapital não tem o apoio de bancos e fundações. Sobrevive, unicamente, da venda de anúncios e projetos e das contribuições de seus leitores. E seu apoio, leitor, é cada vez mais fundamental.

Não deixe a Carta parar. Se você valoriza o bom jornalismo, nos ajude a seguir lutando. Assine a edição semanal da revista ou contribua com o quanto puder.

Leia também

Jornalismo crítico e inteligente. Todos os dias, no seu e-mail

Assine nossa newsletter

Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo